Felicidade

20 de Março – Dia Internacional da Felicidade


A criação deste dia se concretizou no ano de 2012, com voto unânime dos 193 estados-membro da ONU, por sugestão de um pequeno reino Budista. Butão, localizado nos Himalaias, adotou como estatística oficial a “Felicidade Nacional Bruta” ao invés do PIB (Produto Interno Bruto).

A busca pela felicidade é um objetivo humano fundamental.
[ONU, 2012]

Felicidade é um tema e concento muito amplo, discutido atualmente.

De modo geral, felicidade seria definida como satisfação, êxito.

Não se pode adquirir felicidade. A felicidade acontece e é um estado transitório.
[Fritz Perls, 1969]


Psicologia Positiva: a Ciência da Felicidade e Bem estar

Seligman (2011), precursor do movimento da Psicologia Positiva, apresenta uma mudança no objeto da Psicologia Positiva que, de seu início, em 1997, até o ano de 2004, era a busca pela felicidade. A teoria da felicidade autêntica se daria a partir das escolhas que o indivíduo faz e, assim, a felicidade seria ponderada a partir de três elementos escolhidos por eles próprios, que são: emoções positivas, engajamento e sentido. Cada um desses elementos é melhor definido e mensurável que a felicidade (Seligman, 2011).

Atualmente, o termo utilizado é bem-estar, definindo a Psicologia Positiva como a ciência que estuda o bem-estar. Seligman (2011) refere-se à Psicologia Positiva como aquilo que o indivíduo escolhe por si mesmo e completa especificando que o indivíduo escolhe o que o faz sentir-se bem. Desde o surgimento deste movimento, Seligman propõe uma abordagem baseada na felicidade autêntica, com base no sentir-se bem e assegurando a busca por potencializar como o indivíduo se sente de acordo com o modo que se escolhe a trajetória de vida.


Quem me acompanha no @evelisepsicologa  já percebeu o quanto eu me apaixonei por um livro chamado “A princesa azul e a felicidade escondida” (sim pois toda semana sai uma citação :D)

É realmente um belo livro e uma bela lição e reforçamento para sermos pessoas melhores, autoconfiantes e com auto estima.

Então, para finalizar esta publicação sobre felicidade, deixo dois trechos do livro, onde uma personagem fala sobre felicidade e nos permite pensar além da visão “perfeita” e idealizada que não poucas vezes temos:

“Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os obstáculos, de todas as dificuldades, frustrações e perdas. É deixarmos de ser vítimas para nos tornarmos autores da nossa própria história.”

“A felicidade é saber viver com os problemas e com os obstáculos que aparecem no nosso caminho e, mesmo assim, ser feliz e agradecido. Todos nós existimos por um motivo especial, todos nós somos únicos e, só por essa razão, devemos agradecer.”


Desejo um dia feliz. E que você que leu até aqui, se permita ver a felicidade em todas as pequenas e simples coisas.

Com amor Evelise

 

 

Crianças: mais emocionais que racionais

“As crianças são mais emocionais do que cognitivas/racionais. Ou seja, lembram melhor do que sentiram do que de fatos.”

Com este entendimento, gostaria de pegar um gancho para falar sobre um assunto bem importante e ainda presente nas escolas. Mas falo aqui pensando enquanto mãe principalmente.

Sabe aquelas apresentações da escola? Os pais e espectadores não querem ver perfeição nos movimentos, mas sim, a alegria, a emoção que transmitem.

Lembra daquela apresentação que uma criança não estava fazendo de acordo com o que foi ensaiado, mas acabou sendo o centro das atenções e todo mundo se encantou? É isso…Emoção!

E os trabalhos feitos na escola?!
Os pais querem ver as produções originais, as que eles com esforço conseguiram realizar graficamente ou com sua coordenação em desenvolvimento. Aquele pedacinho mal terminado ou falhado, aquela pintura que excedeu a linha, a bolinha colada por vezes errada…
Essa habilidade vai sendo adquirida, e só tendo consciência do que a criança está produzindo realmente, em seu tempo e com seu esforço e dedicação, conseguiremos ver a evolução.

Por isso profes, não mexam nos trabalhos realizados pelos pequenos. Não pinte por ele, não remende, não ajuste. Não gaste seu tempo precioso com isso, com a busca por uma perfeição. As crianças se esforçam para realizá-los. Valorizem esse esforço.

Os pais que prestam atenção, sabem exatamente o que não foi feito pelo seu filho.
Aí você chega pra conversar com seu filho: “Quem fez esse trabalho lindo?”
e a resposta…👦🏻”A profe!”

Isso é bem pior do que ver um desenho pintado aos poucos, viu?!

Incentivem as crianças a fazer, mostre como faz, discuta ideias, mas não faça por elas!
Você evita desgaste de ter de fazer por uma turma inteira, se livra do fardo de ter que buscar a perfeição nos trabalhos, refazer  ou completar o que eles fizeram e as crianças aprenderão a fazer por si próprias, colocando suas emoções enquanto realizam suas atividades.

A gente lembra sim de fatos, mas o que nos toca mais é como nos sentimos frente ao que aconteceu, certo?

Então, possibilite aos seus alunos uma aprendizagem mais significativa: faça criança sentir-se bem com sua presença, suas propostas, diálogo, afeto, brincadeiras. Desperte emoções positivas, que façam as crianças se sentirem bem, felizes. Isso é o mais importante! E aí, elas vão lembrar com muito carinho!

“ Só se aprende quando se experimenta. Só se conhece quando se experiencia. Só cresce quem toma consciência das suas infinitas possibilidades de experienciar e se experimentar de maneira nova e diferente” (Sheila Antony)

Ah, lembre-se de algo essencial: você precisa estar bem emocionalmente e se cuidar também, viu?


Estou disponível para acolher as dúvidas, histórias e experiências sobre o assunto!

Conte comigo!

Com amor,
Evelise Psicóloga

Trabalhando valores na Escola

Quando fui convidada a ser responsável pedagógica de 2 escolas de educação infantil, no final de 2016 eu já tinha em mente: “Eu quero propor algo diferente. Quero trabalhar o que não se é muito trabalhado na educação infantil e que deveria ser”.

Com apoio na Educação Emocional e nos valores sociais e humanos, organizei um Projeto Pedagógico base para educação infantil, que foi inserido nas duas escolas que coordenei.

Os assuntos já eram pré-estabelecidos e cada educadora deveria planejar seu mês de acordo com o assunto e conteúdos adequados à turma e que se encaixem nos projetos. De geral, era tudo organizado com antecedência e priorizando oportunidade de construção da criança e brincadeiras.

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Minha primeira leitora da Coleção Mundinho (fevereiro/2017)

Para as crianças de 0 a 3 anos, o projeto tinha como principal fio condutor a “Coleção Mundinho” (Um mundinho para todos, Um mundinho de paz, As famílias do mundinho, etc.) que foram selecionados e organizados para concomitantemente trabalhar os valores propostos no projeto das turmas de 3 a 6 anos (Respeito, Tolerância, Generosidade, entre outros). Os livros da Coleção Mundinho inclusive eram (e são) indicados para serem trabalhados nas turmas de 3 a 6 anos.

 

Aqui tenho alguns depoimentos de educadoras das escolas:

Baseado na “Coleção Mundinho”, poderíamos elaborar e executar infinitas brincadeiras e atividades dentro de cada tema mensal, tendo o planejamento com foco em valores fundamentais para a construção de uma sociedade mais humana. Fiquei encantada e ao mesmo tempo empolgada desde a Reunião Pedagógica em que foi apresentado esse projeto e a partir daí comecei a pesquisar e elaborar atividades significativas para que as crianças pudessem compreender cada valor trabalhado, sempre trazendo objetos, imagens e exemplos concretos que fizessem sentido para os pequenos, afinal os valores são abstratos mas as atitudes destes são concretas. Me recordo com saudades de como vivenciamos algumas delas, como relacionado a paz: fizemos uma caminhada pela rua e também visitamos o comércio e para cada pomba confeccionada e entregue pelas crianças acontecia a troca de um abraço.  Ao colocar em prática as propostas do projeto me sentir realizada, pois sabia que estava plantando uma sementinha de amor em cada um daqueles pequenos. Sempre ressaltando o respeito às diferenças, boas atitudes para com os outros e o meio ambiente e vivenciando de maneira lúdica os valores como a paz, o amor e a solidariedade, com o trabalho realizado ao longo do ano do projeto foi possível acreditar em um mundo mais amável, solidário e sobretudo, mais humano. Agradeço a você Eve, por nos motivar desde o início do projeto! Gratidão por poder colaborar na construção de um amanhã melhor.

Aline – Educadora Infantil

 

Achei muito interessante trabalhar com a coleção Mundinho pois permitiu de forma simples e fácil entendimento para as crianças mostrar alguns valores que hoje em dia estão se perdendo. As histórias podiam ser trabalhadas de forma prática com ludicidade onde aprendiam brincando. Como educadora amei a coleção percebi através de palavras e ações dos alunos que realmente tinha significado, me sentia realizada quando eles mesmos se corrigiam e falavam do Mundinho.

Cíntia – Educadora Infantil

Como todo projeto piloto, algumas coisas precisaram ser ajustadas na prática, mas os resultados de engajamento das profes foi muito positivo e o retorno das crianças… encantador!

Adorei poder trabalhar os valores no ano de 2017, mas na prática ainda precisava desenvolver um pouco mais. Foi então em 2018 que comecei do zero e no início do ano letivo, realizei a programação do ano, estipulando cada material importante para determinado valor. (…)

Logo de início tive um retorno positivo, já que os alunos conseguiram associar as histórias com seu cotidiano, onde trabalhamos juntos e realizamos a junção das ações entre escola e família. A roda de conversa era o momento em que cada um pode expressar e contar como foi “aplicar” tais ações, bem como suas atitudes. (…)

No final do ano, todos os valores, emoções, sentimentos e conteúdos relacionados, foram recapitulados, e para a surpresa deste desafio, as lembranças de cada atividade foram citadas pelos educandos, gerando uma satisfação e orgulho pelo trabalho pedagógico que como professora foi realizado! É de grande avalia trabalhar estas temáticas com a Educação Infantil, relacionando materiais de apoio pedagógico, datas comemorativas, assuntos referentes aos valores a serem desenvolvidos desde pequenos, proporcionando um aprimoramento do conhecimento e evolução de cada aluno.

 Marília – Educadora Infantil

Após esta primeira experiência, pensei num projeto paralelo, utilizando a mesma base, mas de forma a ser usado pela própria educadora em sala de aula, e com uma proposta diferente. E assim, surgiu o “Projeto Poderes da Criança Feliz”.

Este projeto é uma ferramenta que foi criada para além das atividades propostas no Projeto Pedagógico Escolar.

É um “plus” que a educadora/escola pode adotar para contribuir um pouquinho na mudança do ensino atual e na evolução das crianças e dos profissionais de educação. Deve partir da profe a autonomia e prática diária, os links que pode fazer no cotidiano e na rotina escolar.

O objetivo principal é oportunizar e conscientizar o trabalho dos valores na escola, a partir de reflexões e atitudes diárias, indo além das formalidades educacionais baseadas nas áreas do conhecimento.

Logo mais, vocês saberão como adquirir este projeto na íntegra!

 

A filha da psicóloga vai para a escola

“Parece que o jogo virou, não é mesmo?!” …já diria uma frase que usam muito por aí.

Pois bem, aconteceu. Depois de 10 anos adaptando crianças enquanto professora e acolhendo pais nas escolas enquanto coordenadora, agora eu sou a mãe que levou a filha pela primeira vez na escola para sua adaptação. E Estou aqui para dividir minha experiência desta vez como mãe, além de deixar algumas dicas


Tudo começou em dezembro no ano passado quando fomos conhecer a escola (depois de revirar o site e ler tudo o que havia disponível). Optamos por colocar ela após as festas de final de ano e após viagem.

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A filha da Psicóloga

Após matrícula, a famosa “adaptação” chegou! Fazia uma semana que ela sabia que ao retornar para casa pós viagem, iríamos para a escola. Ela estava bem animada para “ir brincar com os amigos”

Como moramos longe dos familiares e amigos aqui em Portugal, pedi aos dindos, dindas, avós e tios que gravassem um áudio/vídeo para encorajar e tornar esse momento tranquilo e feliz, afinal, o primeiro dia na escola é muito importante (mesmo que na adaptação seja pouco tempo nos primeiros dias).

No primeiro dia, entrou tímida, depois brincou e por fim choramingou um pouco perto da hora de buscar. No segundo dia chorou um pouco para ficar, mas depois ficou bem e mais tempo. No terceiro já foi sem chorar, ficou bem e no quarto dia, deu tchau na porta e entrou para brincar. E assim finalizamos a primeira semana.

A adaptação não encerra aqui e torna-se importante ter consciência de que podem haver altos e baixos, como toda adaptação.


Adaptação

  • A adaptação é um processo difícil para crianças, pais e educadores, pois exige transformações e reorganizações de todas as partes.
  • A forma como esse processo é visto e vivenciado pelas pessoas envolvidas, influencia e é influenciada pelas reações da criança. Assim, quanto maior for a tranquilidade de ambas as partes, mais tranquilo e eficaz será o processo.
  • Tenha expectativas positivas em relação ao seu filho (a). Você precisa acreditar que vocês serão capazes de passar por esta adaptação (sim, por que a adaptação é para todos)
  • Tenha confiança na instituição que escolher e transmita segurança ao deixa-lo, ressaltando que você retornará em breve e que a escola é o melhor lugar para ela neste momento. Converse com a criança, explicando como tudo irá funcionar e frisando bem que alguém sempre irá buscá-la (esta era uma das maiores inseguranças da Isa e é da maioria das crianças: se os pais irão buscá-las). É importante nesta fase dizer para as crianças que sim, você ou tal pessoa irão buscá-la. Isso ajuda a tranquilizar a criança para este momento.
  • Ao voltar da escola, pergunte como foi o dia de escola, sem direcionamentos (não pedir “Foi bom?” ou “Foi ruim?”), mas sim, através de diálogo mesmo questionando o que fez, como se sentiu, o que achou das brincadeiras, etc.
  • Se despeça sempre ao sair!
  • O tempo de adaptação varia de caso para caso, e é influenciado por diversos fatores. Até depois de adaptada, a criança que se ausenta por um longo período, dependendo de fatores internos e externos, podem levar o processo a recomeçar.
  • De modo geral, quando a criança apresenta: melhor desenvolvimento, no que diz respeito a interação com crianças e profes, torna-se mais ativa, afetiva e menos agressiva, mostra-se feliz ao ver familiares na saída e vai espontaneamente com eles, ela está adaptada a instituição.

Fatores que influenciam

De modo geral,  a adaptação é um somatório de fatores que caracterizam cada caso..

  • Fatores da Criança:  experiência de convívio social | Idade | Temperamento | Estado de Saúde | Período de Amamentação
  • Fatores Familiares:  Ansiedade/Tranquilidade dos pais |Ambiente familiar—suas relações e acontecimentos
  • Fatores da Instituição: Organização do período de adaptação |  Atitudes dos educadores | Ambiente geral da instituição | Ambiente da sala da adaptação.

Fatores que dificultam e influenciam nos retrocessos

  • Faltas frequentes e/ou irregularidades nos horários de entrada , doença, após férias e finais de semana;
  • Nascimento de irmão, separação dos pais, morte e doença de familiar;
  • Etapa de 7 a 9 meses de idade (medo do estranho)  etapa de 1 ano e 4 meses a 1 ano e 10 meses (crise de reaproximação com a mãe)

Estou disponível para acolher as dúvidas, histórias e experiências sobre o assunto!

Espero ter contribuído com este assunto que é tão importante aos pais e instituições.

Com amor,
Evelise ♡ Psicóloga


Bibliografia de Consulta: O dia a dia na Educação Infantil—editora Mediação

 

Sobre o tempo…

A história
Cada dia que passa
Nunca é a mais – sempre a menos.
Inicia o amanhã – o ontem acaba.
Um passado a menos – um futuro a mais.
Tudo que teve início
Implica, também, o fim.
É um bom princípio
De uma lógica sem fim.
Mathusalém Quaresma

É interessante pensar no tempo, suas definições. Há o tempo cronológico dentro do qual vivemos e o momento oportuno para os propósitos. Chornos e Kairós. Vocês sabem quem são?

Na mitologia, Chronos era um titã que destronou seu pai e tornou-se o senhor do céu e assim, os titãs começaram a governar o mundo. É a personificação do senhor do tempo. Segundo o mito, ele devorava os filhos assim que estes saiam do útero de suas mães.

“Chronos devora ao mesmo tempo em que gera”

Já Kairós era um jovem que não se preocupava com o tempo cronológico, calendário, relógio. Era representado por um jovem nu, com asas nos ombros e nos pés, cabelos apenas nas laterais e segurando uma balança -símbolo de equilíbrio e justiça. Assim, ele só poderia “ser pego” quando agarrado pelos cabelos, ou seja, quando passasse por nós, e não poderia ser pego depois de passado, pois sua nuca era calva e não poderia ser puxado de volta.

“Kairós, embora veloz, não ultrapassa a medida”

Assim,

📅Chronos se refere ao período de tempo, que é medido quantitativamente (calendário/relógio). 

Kairós se refere ao tempo certo, o momento oportuno ou também o “tempo de Deus”, tempo qualitativo.


Deixo, por fim, uma música que gosto muito…sobre o tempo…

Música: Tempo em Movimento de Lulu Santos, Luiza Possi

Somos
Tantos numa só pessoa
Somos o que fomos antes
E o que não seremos mais
Também
Nós já não somos
Como um dia nós sonhamos
Somos o que a vida fez de nós
Que fizemos de nós mesmos
Viver é escolher
Entre o instinto e a razão
Entre a cabeça e o coração
E os destinos da alegria e da dor
E do bem-querer
Da solidão
Nada é por acaso
Tempo
É tão pouco o nosso tempo
Pra tamanho sentimento
Que não cabe no presente
Nós somos nossa história
Nossos sonhos e memórias
Nossas ilusões à toa
Nossas emoções baratas
Viver é aceitar
Nossos bons e maus momentos
Entre razões e sentimentos
Entre o medo e o desejo de amar
Amanhecer, anoitecer
Tempo em movimento

Com amor,

Evelise Psicóloga

Atendimentos Online

A resolução do Conselho Federal de Psicologia de novembro de 2018 ( leia na íntegra aqui CFP nº 11/2018) visa principalmente conforme Art. 1º :

“Regulamentar a prestação de serviços psicológicos realizados por meio de tecnologias da informação e da comunicação.”

Com isso, informo que abri agenda para atendimentos online, a começarem a partir de dezembro, visto que meu cadastro foi aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia, possibilitando-me de realizar esta forma de atendimento.

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Estes atendimentos de darão de modo síncrono -via vídeo chamada (skype preferencialmente).

Penso que o serviço psicológico a ser prestado, de intervenção e orientação de caráter individual, terá principalmente como objetivo, como previsto no II princípio fundamental do código de ética do psicólogo, promover a saúde e a qualidade de vida.

Torna-se viável oferecer esta modalidade de atendimento, visto que atualmente houve uma crescente de cidadãos expatriados e que vivem fora de seu país, sejam eles que prestam ou que recebem atendimento, e que desejam seguir e/ou iniciar com o processo online. Segundo Pieta e Gomes (2014) referem que a partir de pesquisas, a relação terapêutica na modalidade online não difere significamente da modalidade tradicional e dizem mais, no que se refere aos resultados semelhantes de ambas as modalidades.

Assim, o atendimento de adolescentes e adultos torna-se viável nesta modalidade quando se pode pensar em um vínculo terapêutico e quando entende-se que esta relação é caracterizada pelo padrão de comunicação estabelecido entre paciente e terapeuta, principalmente no que tange a sentimentos, emoções e atitudes que emergem entre ambos.


O cadastro está aprovado AQUI. Ao digitar meu nome, consta no sistema que está aprovado, como no anexo abaixo:

cadastro epsi


Quaisquer dúvidas, me coloco a disposição.  Pode entrar em Contato.

Com amor,
Evelise Psicóloga

Planner 2019

Já está começando a se organizar para o novo ano?
Você já tem planos? 
Quais são as datas importantes, aquelas que ao pegar um calendário, corremos pegar uma caneta para anotar?

Agora, basta imprimir, pegar sua caneta e fazer isso!

Seu planer 2019 está aqui!

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Fiz ele com muito carinho e amor, então use, se quiser presentear alguém também. Só peço que por consideração, não tire meus créditos.

Com amor, 

Evelise Psiscóloga

Sobre escolhas e emoções

“Não posso escolher o que sinto,

mas posso escolher o que fazer a respeito”

(William Shakespeare)

Esta passagem de Shakespeare me inspirou a falar sobre educação emocional.

Muito se fala atualmente sobre educação emocional e como lidar com as emoções.
Com isso torna-se importante ressaltar que lidar com as emoções e controlar essas emoções não é reprimir “más ” emoções (raiva, nojo, tristeza) e dar atenção só as consideradas “boas”.

Acredito no reconhecimento das emoções. Reconhecer o que cada emoção quer nos falar em cada momento, em cada situação. .
As emoções desagradáveis nos mostram muito sobre nós e sobre o que somos e sobre o que precisamos modificar em nossa vida.

Claro, queremos ser felizes e nos sentirmos bem. Mas para isso, não podemos simplesmente ignorar ou excluir o que sentimos. É necessário legitimar estes sentimentos e entendê-los. Não estou querendo dizer que podemos sair por aí agredindo, mas sim, que devemos dar atenção ao que em nós desperta e elucida tais emoções.

Assim, podemos aceitar que não conseguimos controlar que emoções sentimos. Só controlamos o que fazemos com isso.

E como diz um trecho do teólogo Reinhold Neibuhr: “[…]serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que posso e
Sabedoria para conhecer a diferença entre elas”

Falei sobre esse assunto um pouco nos vídeos sobre “Atenção” que tem nos destaques da página do instagram.

Lembre-se: A terapia pode contribuir com esse (re)conhecimento de emoções e sentimentos.
Com amor,
Evelise Psicóloga

 

 

Dia do Professor

Hoje, 15 de outubro, dia do Professor. Feliz dia! Parabéns pela linda e honrosa profissão, pela paciência mesmo quando ela se esgota, parabéns pela vontade, mesmo quando ela vos falta.

E mais do que parabenizar por esta data, eu quero fazer um pedido: professores, desacomodem! Professores, mudem e evoluam!

Desafiem-se e parem de reclamar que as crianças estão hiperativas e que os pais não fazem sua parte educando-as em casa.

Parece meio afrontoso, talvez alguns não me interpretem bem. Mas meu apelo é real e baseado no que já vivi nesses 10 anos de educação. Baseados nas reclamações das escolas e também nos olhos das crianças reprimidas. Baseado também no que eu enquanto professora fiz. A educação precisa mudar, ou então os problemas serão os mesmos ano após ano.

Assumam a responsabilidade de ter um fazer pedagógico diferente. Isso não é responsabilidade da escola, da direção. Isso é responsabilidade de cada professor. Leiam, estudem, busquem novas teorias para se basear (lembrando que não existe receita de bolo, visto que cada criança é unica, vem de uma família diferente e assim as turmas sempre são diferentes), abandonem os cadernos dos anos passados e aquelas atividades xerox de livro para as crianças colorirem. Deixem as crianças realmente se expressar graficamente. Deixem elas brincar livremente, brincar de faz de conta, descobrir novas funções para os objetos, fazer barulho, conversar, criar. E com respeito e ordem, quando preciso, peçam-nas para acalmar e/ou parar.

É difícil, todo recomeço é dificil. Mas quando reforçado diariamente, vira novo hábito e logo o estranho começa a fazer parte da sua vida profissional.

Esse pedido é pra quem não quer ser só mais uma professora. É para quem quer ser A PROFESSORA que se destaca, que faz a diferença e que cumpre com o juramento que fez quando assumiu a profissãoA educação infantil, de modo geral, está muito difícil, está estagnada, crianças hiper ativas e professoras estressadas.

Então mude sua forma de trabalhar com as crianças, mude de turma, de escola, mas mudem. Ou mudem de profissão. Sejam crianças com essas crianças que estão na frente de vocês. Façam delas a sua real prioridade dia a dia. E a prioridade nem sempre é fazer o que está planejado há dias ou semanas. As necessidades vão aparecendo diariamente.

Busque ajuda, converse expresse suas dificuldades, divida suas angústias, aprenda com os demais. Todos temos algo a aprender e a ensinar para nossos colegas.

E para quem quiser, estou à disposição (de verdade) para ajudar!

Com amor,

Evelise ♡ Psicóloga

Autoestima, aceitação e saúde

Começo a falar sobre esse assunto com uma citação de Beatriz Cardella:

“O amor por si mesmo envolve a aceitação incondicional do próprio ser, o que não significa a incapacidade de reconhecer-se limitado; ao contrário, é a capacidade de ver-se, ouvir-se , compreender-se e respeitar-se.”

Atualmente, vivemos num momento de afirmação frente as redes sociais. São musas e coaches fitness, dietas de um único ingrediente para perda de peso instantâneo, chás milagrosos. A auto estima só em mencionada e relacionada quando se fala num “corpo perfeito” e padrão da mídia.

Perceber um mundo obeso e, ao mesmo tempo, esteticamente lipoaspirado, bulímico e anoréxico também gera algumas indagações. (Vivilaine Maturana)

Minha ideia quando quis expôr algo assim não é suscitar que as pessoas não façam nada por si, não pratiquem atividades, não cuidem se seu corpo e não se arrumem. A intenção é pensar sobre o que envolve a auto estima, auto imagem e sobre a aceitação.

Autoestima vem do Grego AUTÓS, “a si mesmo”, mais o Latim AESTIMARE, “valorizar, apreciar”. Há autores que relacionam ao amor próprio e a como o indivíduo se percebe. A ideia de autoestima é muito mais abrangente, visto que o ser humano é tridimensional (dimensão física, psicossocial e espiritual). Diz respeito a se valorizar, respeitar seu corpo, sua mente, sua vida.

Mauro Figueiroa em um de seus artigos menciona que quando se quer ser diferente do que é, paralisasse entre o que se pensa que é e o que pensa-se que deveria ser. Parece e é bem confuso. E acaba que ficamos numa busca incessante por mudanças e ideais de mudanças, e não respeita o que é. Precisa-se de possibilidades novas e não mudanças radicais para tornar-se o que “deveria ser”. Aqui entra a aceitação, que se refere ao ato de respeitar, de acolher. Aceitar quem somos, como somos integralmente. Não somos apenas o nosso corpo. A alma não está apenas alojada em nosso corpo. Somos seres integrais, únicos em nossa diversidade.

Assim, conseguimos perceber que “aumentar a autoestima” não é apenas ir para a academia, ter o peso ideal e beleza que as mídias sociais esbanjam por aí como sendo o padrão. Autoestima abrange cuidar principalmente da sua saúde integral (física, psicológica, espiritual), encontrando sua verdadeira essência, seus gostos, sua personalidade, para que se torne quem você é realmente e não o que a mídia impõe que você seja.

Nutrição sem terrorismo

Por Letícia Bordin*, Nutricionista

Nos dias atuais, as dietas da moda, alimentos mágicos, a mídia influenciadora, a busca inconstante por um modelo de corpo perfeito se tornaram obsessões na sociedade, deixando muitas vezes de lado a atenção ao corpo, a saúde e ao bem estar.
Comer é uma questão de sobrevivência, assim como respiramos, bebemos, dormimos e isto é prazeroso, se não os fizemos provavelmente teremos uma dor física. Comer deve ser um ato de prazer, de socialização, de família, de
lembranças, de nutrir o seu organismo com os nutrientes os quais ele necessita para realizar todas suas funções, não devendo ser algo que ocasione terror ou até mesmo culpa!

A dica é não forçar o organismo a perder peso brutalmente com dietas mirabolantes ou com promessas milagrosas, devemos focar no bem estar, na saúde, no estilo de vida a ser adotado.
Ficar longe de discursos de revistas, dos ambientes ou de pessoas que desvalorizem você também é fundamental.
Devemos comer sem culpa, aproveitar o momento, os sabores e aromas, escutando os sinais de fome e saciedade do organismo, sem restrições severas as quais assustam e estressam seu corpo e seu cérebro, sem alimentos proibidos…

O segredo para qualquer objetivo desejado em um tratamento nutricional, para mim, é o entendimento de que nenhum alimento por si só é capaz de engordar, ou de emagrecer, ou de gerar alguma patologia. É compreender de que não existe alimento proibido, o que existe são escolhas a serem tomadas, aí que entra a organização, a dedicação e o equilíbrio!

Resumindo: Tenha confiança e ame o seu corpo como ele é, nem PENSE em dietas absurdas para perda de peso, que acabam estressando seu organismo, cuide do seu cérebro pois ele controla tudo e aprenda a lidar com os obstáculos, não pense em perda de peso, pense em SAÚDE e BEM ESTAR!

 

Para ajudar no seu bem estar e saúde emocional e psíquica – Psicoterapia.

Para ajudar no seu bem estar e saúde nutricional – Nutricionista.

Busque ajuda! Viva melhor!

 

*Letícia Bordin é nutricionista formada em 2017 pela Faculdade Nossa Senhora de Fátima, hoje cursa Especialização em Obesidade e emagrecimento e atua na área central de Caxias do Sul, em academias, clínicas de pilates e no interior da cidade. Para conhecer mais o trabalho desta parceira e profissional Clique Aqui.