Crianças: mais emocionais que racionais

“As crianças são mais emocionais do que cognitivas/racionais. Ou seja, lembram melhor do que sentiram do que de fatos.”

Com este entendimento, gostaria de pegar um gancho para falar sobre um assunto bem importante e ainda presente nas escolas. Mas falo aqui pensando enquanto mãe principalmente.

Sabe aquelas apresentações da escola? Os pais e espectadores não querem ver perfeição nos movimentos, mas sim, a alegria, a emoção que transmitem.

Lembra daquela apresentação que uma criança não estava fazendo de acordo com o que foi ensaiado, mas acabou sendo o centro das atenções e todo mundo se encantou? É isso…Emoção!

E os trabalhos feitos na escola?!
Os pais querem ver as produções originais, as que eles com esforço conseguiram realizar graficamente ou com sua coordenação em desenvolvimento. Aquele pedacinho mal terminado ou falhado, aquela pintura que excedeu a linha, a bolinha colada por vezes errada…
Essa habilidade vai sendo adquirida, e só tendo consciência do que a criança está produzindo realmente, em seu tempo e com seu esforço e dedicação, conseguiremos ver a evolução.

Por isso profes, não mexam nos trabalhos realizados pelos pequenos. Não pinte por ele, não remende, não ajuste. Não gaste seu tempo precioso com isso, com a busca por uma perfeição. As crianças se esforçam para realizá-los. Valorizem esse esforço.

Os pais que prestam atenção, sabem exatamente o que não foi feito pelo seu filho.
Aí você chega pra conversar com seu filho: “Quem fez esse trabalho lindo?”
e a resposta…👦🏻”A profe!”

Isso é bem pior do que ver um desenho pintado aos poucos, viu?!

Incentivem as crianças a fazer, mostre como faz, discuta ideias, mas não faça por elas!
Você evita desgaste de ter de fazer por uma turma inteira, se livra do fardo de ter que buscar a perfeição nos trabalhos, refazer  ou completar o que eles fizeram e as crianças aprenderão a fazer por si próprias, colocando suas emoções enquanto realizam suas atividades.

A gente lembra sim de fatos, mas o que nos toca mais é como nos sentimos frente ao que aconteceu, certo?

Então, possibilite aos seus alunos uma aprendizagem mais significativa: faça criança sentir-se bem com sua presença, suas propostas, diálogo, afeto, brincadeiras. Desperte emoções positivas, que façam as crianças se sentirem bem, felizes. Isso é o mais importante! E aí, elas vão lembrar com muito carinho!

“ Só se aprende quando se experimenta. Só se conhece quando se experiencia. Só cresce quem toma consciência das suas infinitas possibilidades de experienciar e se experimentar de maneira nova e diferente” (Sheila Antony)

Ah, lembre-se de algo essencial: você precisa estar bem emocionalmente e se cuidar também, viu?


Estou disponível para acolher as dúvidas, histórias e experiências sobre o assunto!

Conte comigo!

Com amor,
Evelise Psicóloga

Trabalhando valores na Escola

Quando fui convidada a ser responsável pedagógica de 2 escolas de educação infantil, no final de 2016 eu já tinha em mente: “Eu quero propor algo diferente. Quero trabalhar o que não se é muito trabalhado na educação infantil e que deveria ser”.

Com apoio na Educação Emocional e nos valores sociais e humanos, organizei um Projeto Pedagógico base para educação infantil, que foi inserido nas duas escolas que coordenei.

Os assuntos já eram pré-estabelecidos e cada educadora deveria planejar seu mês de acordo com o assunto e conteúdos adequados à turma e que se encaixem nos projetos. De geral, era tudo organizado com antecedência e priorizando oportunidade de construção da criança e brincadeiras.

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Minha primeira leitora da Coleção Mundinho (fevereiro/2017)

Para as crianças de 0 a 3 anos, o projeto tinha como principal fio condutor a “Coleção Mundinho” (Um mundinho para todos, Um mundinho de paz, As famílias do mundinho, etc.) que foram selecionados e organizados para concomitantemente trabalhar os valores propostos no projeto das turmas de 3 a 6 anos (Respeito, Tolerância, Generosidade, entre outros). Os livros da Coleção Mundinho inclusive eram (e são) indicados para serem trabalhados nas turmas de 3 a 6 anos.

 

Aqui tenho alguns depoimentos de educadoras das escolas:

Baseado na “Coleção Mundinho”, poderíamos elaborar e executar infinitas brincadeiras e atividades dentro de cada tema mensal, tendo o planejamento com foco em valores fundamentais para a construção de uma sociedade mais humana. Fiquei encantada e ao mesmo tempo empolgada desde a Reunião Pedagógica em que foi apresentado esse projeto e a partir daí comecei a pesquisar e elaborar atividades significativas para que as crianças pudessem compreender cada valor trabalhado, sempre trazendo objetos, imagens e exemplos concretos que fizessem sentido para os pequenos, afinal os valores são abstratos mas as atitudes destes são concretas. Me recordo com saudades de como vivenciamos algumas delas, como relacionado a paz: fizemos uma caminhada pela rua e também visitamos o comércio e para cada pomba confeccionada e entregue pelas crianças acontecia a troca de um abraço.  Ao colocar em prática as propostas do projeto me sentir realizada, pois sabia que estava plantando uma sementinha de amor em cada um daqueles pequenos. Sempre ressaltando o respeito às diferenças, boas atitudes para com os outros e o meio ambiente e vivenciando de maneira lúdica os valores como a paz, o amor e a solidariedade, com o trabalho realizado ao longo do ano do projeto foi possível acreditar em um mundo mais amável, solidário e sobretudo, mais humano. Agradeço a você Eve, por nos motivar desde o início do projeto! Gratidão por poder colaborar na construção de um amanhã melhor.

Aline – Educadora Infantil

 

Achei muito interessante trabalhar com a coleção Mundinho pois permitiu de forma simples e fácil entendimento para as crianças mostrar alguns valores que hoje em dia estão se perdendo. As histórias podiam ser trabalhadas de forma prática com ludicidade onde aprendiam brincando. Como educadora amei a coleção percebi através de palavras e ações dos alunos que realmente tinha significado, me sentia realizada quando eles mesmos se corrigiam e falavam do Mundinho.

Cíntia – Educadora Infantil

Como todo projeto piloto, algumas coisas precisaram ser ajustadas na prática, mas os resultados de engajamento das profes foi muito positivo e o retorno das crianças… encantador!

Adorei poder trabalhar os valores no ano de 2017, mas na prática ainda precisava desenvolver um pouco mais. Foi então em 2018 que comecei do zero e no início do ano letivo, realizei a programação do ano, estipulando cada material importante para determinado valor. (…)

Logo de início tive um retorno positivo, já que os alunos conseguiram associar as histórias com seu cotidiano, onde trabalhamos juntos e realizamos a junção das ações entre escola e família. A roda de conversa era o momento em que cada um pode expressar e contar como foi “aplicar” tais ações, bem como suas atitudes. (…)

No final do ano, todos os valores, emoções, sentimentos e conteúdos relacionados, foram recapitulados, e para a surpresa deste desafio, as lembranças de cada atividade foram citadas pelos educandos, gerando uma satisfação e orgulho pelo trabalho pedagógico que como professora foi realizado! É de grande avalia trabalhar estas temáticas com a Educação Infantil, relacionando materiais de apoio pedagógico, datas comemorativas, assuntos referentes aos valores a serem desenvolvidos desde pequenos, proporcionando um aprimoramento do conhecimento e evolução de cada aluno.

 Marília – Educadora Infantil

Após esta primeira experiência, pensei num projeto paralelo, utilizando a mesma base, mas de forma a ser usado pela própria educadora em sala de aula, e com uma proposta diferente. E assim, surgiu o “Projeto Poderes da Criança Feliz”.

Este projeto é uma ferramenta que foi criada para além das atividades propostas no Projeto Pedagógico Escolar.

É um “plus” que a educadora/escola pode adotar para contribuir um pouquinho na mudança do ensino atual e na evolução das crianças e dos profissionais de educação. Deve partir da profe a autonomia e prática diária, os links que pode fazer no cotidiano e na rotina escolar.

O objetivo principal é oportunizar e conscientizar o trabalho dos valores na escola, a partir de reflexões e atitudes diárias, indo além das formalidades educacionais baseadas nas áreas do conhecimento.

Logo mais, vocês saberão como adquirir este projeto na íntegra!

 

A filha da psicóloga vai para a escola

“Parece que o jogo virou, não é mesmo?!” …já diria uma frase que usam muito por aí.

Pois bem, aconteceu. Depois de 10 anos adaptando crianças enquanto professora e acolhendo pais nas escolas enquanto coordenadora, agora eu sou a mãe que levou a filha pela primeira vez na escola para sua adaptação. E Estou aqui para dividir minha experiência desta vez como mãe, além de deixar algumas dicas


Tudo começou em dezembro no ano passado quando fomos conhecer a escola (depois de revirar o site e ler tudo o que havia disponível). Optamos por colocar ela após as festas de final de ano e após viagem.

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A filha da Psicóloga

Após matrícula, a famosa “adaptação” chegou! Fazia uma semana que ela sabia que ao retornar para casa pós viagem, iríamos para a escola. Ela estava bem animada para “ir brincar com os amigos”

Como moramos longe dos familiares e amigos aqui em Portugal, pedi aos dindos, dindas, avós e tios que gravassem um áudio/vídeo para encorajar e tornar esse momento tranquilo e feliz, afinal, o primeiro dia na escola é muito importante (mesmo que na adaptação seja pouco tempo nos primeiros dias).

No primeiro dia, entrou tímida, depois brincou e por fim choramingou um pouco perto da hora de buscar. No segundo dia chorou um pouco para ficar, mas depois ficou bem e mais tempo. No terceiro já foi sem chorar, ficou bem e no quarto dia, deu tchau na porta e entrou para brincar. E assim finalizamos a primeira semana.

A adaptação não encerra aqui e torna-se importante ter consciência de que podem haver altos e baixos, como toda adaptação.


Adaptação

  • A adaptação é um processo difícil para crianças, pais e educadores, pois exige transformações e reorganizações de todas as partes.
  • A forma como esse processo é visto e vivenciado pelas pessoas envolvidas, influencia e é influenciada pelas reações da criança. Assim, quanto maior for a tranquilidade de ambas as partes, mais tranquilo e eficaz será o processo.
  • Tenha expectativas positivas em relação ao seu filho (a). Você precisa acreditar que vocês serão capazes de passar por esta adaptação (sim, por que a adaptação é para todos)
  • Tenha confiança na instituição que escolher e transmita segurança ao deixa-lo, ressaltando que você retornará em breve e que a escola é o melhor lugar para ela neste momento. Converse com a criança, explicando como tudo irá funcionar e frisando bem que alguém sempre irá buscá-la (esta era uma das maiores inseguranças da Isa e é da maioria das crianças: se os pais irão buscá-las). É importante nesta fase dizer para as crianças que sim, você ou tal pessoa irão buscá-la. Isso ajuda a tranquilizar a criança para este momento.
  • Ao voltar da escola, pergunte como foi o dia de escola, sem direcionamentos (não pedir “Foi bom?” ou “Foi ruim?”), mas sim, através de diálogo mesmo questionando o que fez, como se sentiu, o que achou das brincadeiras, etc.
  • Se despeça sempre ao sair!
  • O tempo de adaptação varia de caso para caso, e é influenciado por diversos fatores. Até depois de adaptada, a criança que se ausenta por um longo período, dependendo de fatores internos e externos, podem levar o processo a recomeçar.
  • De modo geral, quando a criança apresenta: melhor desenvolvimento, no que diz respeito a interação com crianças e profes, torna-se mais ativa, afetiva e menos agressiva, mostra-se feliz ao ver familiares na saída e vai espontaneamente com eles, ela está adaptada a instituição.

Fatores que influenciam

De modo geral,  a adaptação é um somatório de fatores que caracterizam cada caso..

  • Fatores da Criança:  experiência de convívio social | Idade | Temperamento | Estado de Saúde | Período de Amamentação
  • Fatores Familiares:  Ansiedade/Tranquilidade dos pais |Ambiente familiar—suas relações e acontecimentos
  • Fatores da Instituição: Organização do período de adaptação |  Atitudes dos educadores | Ambiente geral da instituição | Ambiente da sala da adaptação.

Fatores que dificultam e influenciam nos retrocessos

  • Faltas frequentes e/ou irregularidades nos horários de entrada , doença, após férias e finais de semana;
  • Nascimento de irmão, separação dos pais, morte e doença de familiar;
  • Etapa de 7 a 9 meses de idade (medo do estranho)  etapa de 1 ano e 4 meses a 1 ano e 10 meses (crise de reaproximação com a mãe)

Estou disponível para acolher as dúvidas, histórias e experiências sobre o assunto!

Espero ter contribuído com este assunto que é tão importante aos pais e instituições.

Com amor,
Evelise ♡ Psicóloga


Bibliografia de Consulta: O dia a dia na Educação Infantil—editora Mediação

 

Dia do Professor

Hoje, 15 de outubro, dia do Professor. Feliz dia! Parabéns pela linda e honrosa profissão, pela paciência mesmo quando ela se esgota, parabéns pela vontade, mesmo quando ela vos falta.

E mais do que parabenizar por esta data, eu quero fazer um pedido: professores, desacomodem! Professores, mudem e evoluam!

Desafiem-se e parem de reclamar que as crianças estão hiperativas e que os pais não fazem sua parte educando-as em casa.

Parece meio afrontoso, talvez alguns não me interpretem bem. Mas meu apelo é real e baseado no que já vivi nesses 10 anos de educação. Baseados nas reclamações das escolas e também nos olhos das crianças reprimidas. Baseado também no que eu enquanto professora fiz. A educação precisa mudar, ou então os problemas serão os mesmos ano após ano.

Assumam a responsabilidade de ter um fazer pedagógico diferente. Isso não é responsabilidade da escola, da direção. Isso é responsabilidade de cada professor. Leiam, estudem, busquem novas teorias para se basear (lembrando que não existe receita de bolo, visto que cada criança é unica, vem de uma família diferente e assim as turmas sempre são diferentes), abandonem os cadernos dos anos passados e aquelas atividades xerox de livro para as crianças colorirem. Deixem as crianças realmente se expressar graficamente. Deixem elas brincar livremente, brincar de faz de conta, descobrir novas funções para os objetos, fazer barulho, conversar, criar. E com respeito e ordem, quando preciso, peçam-nas para acalmar e/ou parar.

É difícil, todo recomeço é dificil. Mas quando reforçado diariamente, vira novo hábito e logo o estranho começa a fazer parte da sua vida profissional.

Esse pedido é pra quem não quer ser só mais uma professora. É para quem quer ser A PROFESSORA que se destaca, que faz a diferença e que cumpre com o juramento que fez quando assumiu a profissãoA educação infantil, de modo geral, está muito difícil, está estagnada, crianças hiper ativas e professoras estressadas.

Então mude sua forma de trabalhar com as crianças, mude de turma, de escola, mas mudem. Ou mudem de profissão. Sejam crianças com essas crianças que estão na frente de vocês. Façam delas a sua real prioridade dia a dia. E a prioridade nem sempre é fazer o que está planejado há dias ou semanas. As necessidades vão aparecendo diariamente.

Busque ajuda, converse expresse suas dificuldades, divida suas angústias, aprenda com os demais. Todos temos algo a aprender e a ensinar para nossos colegas.

E para quem quiser, estou à disposição (de verdade) para ajudar!

Com amor,

Evelise ♡ Psicóloga

O pote da calma

Recurso oriundo da pedagogia montessoriana, o pote da calma ou “calming jar” é oferecido à criança em momentos de irritação e/ou dificuldades de expressar-se emocionalmente, visto que enquanto os brilhos vão baixando a criança tende a acalmar, manter o foco e seu sistema nervoso centralizar. Assim, ajudaria as crianças a se tranquilizarem e ouvirem o que seus educadores (pais e/ou professores) têm a dizer.

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No meu caso utilizei com adolescentes e adultos para fazer algumas reflexões acerca dos problemas que temos na vida, que eu chamei na ocasião de “fase difícil” (veja na íntegra aqui nos Destaques Instagram > fases difíceis) afinal, quem já não teve aquelas fases que nos encontramos desesperados e sem encontrar uma saída no meio do turbilhão de sentimentos e acontecimentos?!

O que quis mostrar é que passa! Mesmo que no momento pareça impossível achar uma solução, ao passo que as coisas vão assentando, conseguimos refletir, organizar e ressignificar algumas coisas.

 

Para fazer o pote da calma, você pode usar a criatividade: use água morna para dissolver a cola glitter, pode colocar brocal, purpurina, estrelinhas ou lantejoulas em um pote de vidro ou garrafa plástica. Enfeitar se/como quiser.

 

Eu balanço o meu diariamente pra internalizar que com calma vejo tudo indo para o seu devido lugar 🙂 Tente com você! E tente com as crianças também!

 

Com amor,

[Evelise Magnus | Psicóloga]
#evelisepsicologa ♡

Psicologia Positiva: uma nova perspectiva em psicologia

Eu buscava materiais que falassem de educação emocional para organizar e criar um planejamento pedagógico para coordenar uma escola de educação infantil. E tudo começou com este livro.

Ao ler, me encantei com a nova teoria em Psicologia, a qual eu já fazia muitas coisas, mas não sabia nomear. Além de me auxiliar na criação da proposta pedagógica, este livro me aguçou a curiosidade sobre a Psicologia Positiva, e então, foi o tema de pesquisa do meu Trabalho de Conclusão.

O objetivo do meu estudo foi explorar os conceitos fundamentais da Psicologia Positiva, a partir de uma revisão de literatura, onde pude conhecer a obra de Seligman (Florescer – 2011).

A Psicologia Positiva

A Psicologia Positiva enfatiza o bem-estar, a saúde e a felicidade do indivíduo. Esta perspectiva visa criar métodos de prevenção e ampliar o objetivo de estudo das ciências sociais e humanas, a partir do aprimoramento de técnicas de avaliação para a identificação e enfoque nos aspectos positivos e virtudes dos indivíduos.

Alguns destaques do meu trabalho:

  • Por muito tempo, a Psicologia teve como objeto principal o estudo dos aspectos “anormais”, com o foco em curar e reparar danos, negligenciando os aspectos saudáveis dos indivíduos.
  • Antes da Segunda Guerra, o papel da psicologia era tratar as doenças mentais, tornar a vida das pessoas satisfatórias e empenhar-se nos talentos superiores.
  • A primeira pessoa da história a falar sobre uma Psicologia Positiva foi Abraham Maslow, no ano de 1954. (Santos, 2004)
  • A Psicologia Positiva é apresentada como um movimento que visa favorecer a atenção nos aspectos saudáveis do indivíduo, oferecendo um ajuste no foco atual da Psicologia (Pacico & Bastiello, 2014), onde este sairia da reparação dos aspectos ruins para a construção de qualidades positivas e virtudes (Seligman e Csikszentmihalyi, 2001).
  • O objetivo é possibilitar uma mudança no foco da Psicologia, de modo que os aspectos saudáveis recebam atenção (Pacico & Bastianello, 2014) e não com o foco apenas na patologia, como nas abordagens tradicionais da Psicologia.
  • Até o ano de 2004, o objeto da Psicologia Positiva era a busca pela felicidade (Teoria da Felicidade Autêntica)
  • Atualmente, o termo utilizado é bem-estar, definindo a Psicologia Positiva como a ciência que estuda o bem-estar.
  • Seligman (2011) refere-se à Psicologia Positiva como aquilo que o indivíduo escolhe por si mesmo e completa especificando que o indivíduo escolhe o que o faz sentir-se bem assegurando a busca por potencializar como o indivíduo se sente de acordo com o modo que se escolhe a trajetória de vida.
  • A teoria do bem-estar tem como objetivo aumentar a quantidade de florescimento na vida indivíduo e no planeta. O florescimento seria a condição que possibilita o desenvolvimento pleno, saudável e positivo de todos os aspectos (psicológicos, sociais e biológicos) do ser humano (Paludo & Koller, 2007).
  • Para verificar se o indivíduo e sociedade como um todo estão florescendo, ou seja, estão ratificando o objetivo da Psicologia Positiva, é necessário que a capacidade de avaliar a emoção positiva, o engajamento, o sentido, a realização e os relacionamentos positivos aumentem e evoluam, questionando inicialmente o que realmente pode fazer o indivíduo feliz, e, assim, alcançando o objetivo do florescimento.
  • Desde seu início, a psicologia positiva vem sendo divulgada para além de pesquisadores, profissionais da psicologia e de diversas outras áreas que se interessam no estudo do bem-estar. No decorrer dos últimos anos, tem-se conhecimento de estudos baseados na Psicologia Positiva em abrangentes contextos. Este foco na saúde psicológica, mesmo com uma ascensão nos estudos desta teoria, torna-se um assunto a ser mais bem explorado, a fim de influenciar no progresso e avanço neste movimento.

 

No desenvolvimento do trabalho, me tornei membro da Associação Brasileira de Psicologia Positiva. Encontrei diversos materiais que me auxiliaram no processo e entendimento teórico/prático.

Quem tiver interesse em ler o artigo na íntegra, me chame! Terei o prazer de enviar 🙂

Floresça!