Felicidade

20 de Março – Dia Internacional da Felicidade


A criação deste dia se concretizou no ano de 2012, com voto unânime dos 193 estados-membro da ONU, por sugestão de um pequeno reino Budista. Butão, localizado nos Himalaias, adotou como estatística oficial a “Felicidade Nacional Bruta” ao invés do PIB (Produto Interno Bruto).

A busca pela felicidade é um objetivo humano fundamental.
[ONU, 2012]

Felicidade é um tema e concento muito amplo, discutido atualmente.

De modo geral, felicidade seria definida como satisfação, êxito.

Não se pode adquirir felicidade. A felicidade acontece e é um estado transitório.
[Fritz Perls, 1969]


Psicologia Positiva: a Ciência da Felicidade e Bem estar

Seligman (2011), precursor do movimento da Psicologia Positiva, apresenta uma mudança no objeto da Psicologia Positiva que, de seu início, em 1997, até o ano de 2004, era a busca pela felicidade. A teoria da felicidade autêntica se daria a partir das escolhas que o indivíduo faz e, assim, a felicidade seria ponderada a partir de três elementos escolhidos por eles próprios, que são: emoções positivas, engajamento e sentido. Cada um desses elementos é melhor definido e mensurável que a felicidade (Seligman, 2011).

Atualmente, o termo utilizado é bem-estar, definindo a Psicologia Positiva como a ciência que estuda o bem-estar. Seligman (2011) refere-se à Psicologia Positiva como aquilo que o indivíduo escolhe por si mesmo e completa especificando que o indivíduo escolhe o que o faz sentir-se bem. Desde o surgimento deste movimento, Seligman propõe uma abordagem baseada na felicidade autêntica, com base no sentir-se bem e assegurando a busca por potencializar como o indivíduo se sente de acordo com o modo que se escolhe a trajetória de vida.


Quem me acompanha no @evelisepsicologa  já percebeu o quanto eu me apaixonei por um livro chamado “A princesa azul e a felicidade escondida” (sim pois toda semana sai uma citação :D)

É realmente um belo livro e uma bela lição e reforçamento para sermos pessoas melhores, autoconfiantes e com auto estima.

Então, para finalizar esta publicação sobre felicidade, deixo dois trechos do livro, onde uma personagem fala sobre felicidade e nos permite pensar além da visão “perfeita” e idealizada que não poucas vezes temos:

“Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os obstáculos, de todas as dificuldades, frustrações e perdas. É deixarmos de ser vítimas para nos tornarmos autores da nossa própria história.”

“A felicidade é saber viver com os problemas e com os obstáculos que aparecem no nosso caminho e, mesmo assim, ser feliz e agradecido. Todos nós existimos por um motivo especial, todos nós somos únicos e, só por essa razão, devemos agradecer.”


Desejo um dia feliz. E que você que leu até aqui, se permita ver a felicidade em todas as pequenas e simples coisas.

Com amor Evelise

 

 

Crianças: mais emocionais que racionais

“As crianças são mais emocionais do que cognitivas/racionais. Ou seja, lembram melhor do que sentiram do que de fatos.”

Com este entendimento, gostaria de pegar um gancho para falar sobre um assunto bem importante e ainda presente nas escolas. Mas falo aqui pensando enquanto mãe principalmente.

Sabe aquelas apresentações da escola? Os pais e espectadores não querem ver perfeição nos movimentos, mas sim, a alegria, a emoção que transmitem.

Lembra daquela apresentação que uma criança não estava fazendo de acordo com o que foi ensaiado, mas acabou sendo o centro das atenções e todo mundo se encantou? É isso…Emoção!

E os trabalhos feitos na escola?!
Os pais querem ver as produções originais, as que eles com esforço conseguiram realizar graficamente ou com sua coordenação em desenvolvimento. Aquele pedacinho mal terminado ou falhado, aquela pintura que excedeu a linha, a bolinha colada por vezes errada…
Essa habilidade vai sendo adquirida, e só tendo consciência do que a criança está produzindo realmente, em seu tempo e com seu esforço e dedicação, conseguiremos ver a evolução.

Por isso profes, não mexam nos trabalhos realizados pelos pequenos. Não pinte por ele, não remende, não ajuste. Não gaste seu tempo precioso com isso, com a busca por uma perfeição. As crianças se esforçam para realizá-los. Valorizem esse esforço.

Os pais que prestam atenção, sabem exatamente o que não foi feito pelo seu filho.
Aí você chega pra conversar com seu filho: “Quem fez esse trabalho lindo?”
e a resposta…👦🏻”A profe!”

Isso é bem pior do que ver um desenho pintado aos poucos, viu?!

Incentivem as crianças a fazer, mostre como faz, discuta ideias, mas não faça por elas!
Você evita desgaste de ter de fazer por uma turma inteira, se livra do fardo de ter que buscar a perfeição nos trabalhos, refazer  ou completar o que eles fizeram e as crianças aprenderão a fazer por si próprias, colocando suas emoções enquanto realizam suas atividades.

A gente lembra sim de fatos, mas o que nos toca mais é como nos sentimos frente ao que aconteceu, certo?

Então, possibilite aos seus alunos uma aprendizagem mais significativa: faça criança sentir-se bem com sua presença, suas propostas, diálogo, afeto, brincadeiras. Desperte emoções positivas, que façam as crianças se sentirem bem, felizes. Isso é o mais importante! E aí, elas vão lembrar com muito carinho!

“ Só se aprende quando se experimenta. Só se conhece quando se experiencia. Só cresce quem toma consciência das suas infinitas possibilidades de experienciar e se experimentar de maneira nova e diferente” (Sheila Antony)

Ah, lembre-se de algo essencial: você precisa estar bem emocionalmente e se cuidar também, viu?


Estou disponível para acolher as dúvidas, histórias e experiências sobre o assunto!

Conte comigo!

Com amor,
Evelise Psicóloga

A filha da psicóloga vai para a escola

“Parece que o jogo virou, não é mesmo?!” …já diria uma frase que usam muito por aí.

Pois bem, aconteceu. Depois de 10 anos adaptando crianças enquanto professora e acolhendo pais nas escolas enquanto coordenadora, agora eu sou a mãe que levou a filha pela primeira vez na escola para sua adaptação. E Estou aqui para dividir minha experiência desta vez como mãe, além de deixar algumas dicas


Tudo começou em dezembro no ano passado quando fomos conhecer a escola (depois de revirar o site e ler tudo o que havia disponível). Optamos por colocar ela após as festas de final de ano e após viagem.

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A filha da Psicóloga

Após matrícula, a famosa “adaptação” chegou! Fazia uma semana que ela sabia que ao retornar para casa pós viagem, iríamos para a escola. Ela estava bem animada para “ir brincar com os amigos”

Como moramos longe dos familiares e amigos aqui em Portugal, pedi aos dindos, dindas, avós e tios que gravassem um áudio/vídeo para encorajar e tornar esse momento tranquilo e feliz, afinal, o primeiro dia na escola é muito importante (mesmo que na adaptação seja pouco tempo nos primeiros dias).

No primeiro dia, entrou tímida, depois brincou e por fim choramingou um pouco perto da hora de buscar. No segundo dia chorou um pouco para ficar, mas depois ficou bem e mais tempo. No terceiro já foi sem chorar, ficou bem e no quarto dia, deu tchau na porta e entrou para brincar. E assim finalizamos a primeira semana.

A adaptação não encerra aqui e torna-se importante ter consciência de que podem haver altos e baixos, como toda adaptação.


Adaptação

  • A adaptação é um processo difícil para crianças, pais e educadores, pois exige transformações e reorganizações de todas as partes.
  • A forma como esse processo é visto e vivenciado pelas pessoas envolvidas, influencia e é influenciada pelas reações da criança. Assim, quanto maior for a tranquilidade de ambas as partes, mais tranquilo e eficaz será o processo.
  • Tenha expectativas positivas em relação ao seu filho (a). Você precisa acreditar que vocês serão capazes de passar por esta adaptação (sim, por que a adaptação é para todos)
  • Tenha confiança na instituição que escolher e transmita segurança ao deixa-lo, ressaltando que você retornará em breve e que a escola é o melhor lugar para ela neste momento. Converse com a criança, explicando como tudo irá funcionar e frisando bem que alguém sempre irá buscá-la (esta era uma das maiores inseguranças da Isa e é da maioria das crianças: se os pais irão buscá-las). É importante nesta fase dizer para as crianças que sim, você ou tal pessoa irão buscá-la. Isso ajuda a tranquilizar a criança para este momento.
  • Ao voltar da escola, pergunte como foi o dia de escola, sem direcionamentos (não pedir “Foi bom?” ou “Foi ruim?”), mas sim, através de diálogo mesmo questionando o que fez, como se sentiu, o que achou das brincadeiras, etc.
  • Se despeça sempre ao sair!
  • O tempo de adaptação varia de caso para caso, e é influenciado por diversos fatores. Até depois de adaptada, a criança que se ausenta por um longo período, dependendo de fatores internos e externos, podem levar o processo a recomeçar.
  • De modo geral, quando a criança apresenta: melhor desenvolvimento, no que diz respeito a interação com crianças e profes, torna-se mais ativa, afetiva e menos agressiva, mostra-se feliz ao ver familiares na saída e vai espontaneamente com eles, ela está adaptada a instituição.

Fatores que influenciam

De modo geral,  a adaptação é um somatório de fatores que caracterizam cada caso..

  • Fatores da Criança:  experiência de convívio social | Idade | Temperamento | Estado de Saúde | Período de Amamentação
  • Fatores Familiares:  Ansiedade/Tranquilidade dos pais |Ambiente familiar—suas relações e acontecimentos
  • Fatores da Instituição: Organização do período de adaptação |  Atitudes dos educadores | Ambiente geral da instituição | Ambiente da sala da adaptação.

Fatores que dificultam e influenciam nos retrocessos

  • Faltas frequentes e/ou irregularidades nos horários de entrada , doença, após férias e finais de semana;
  • Nascimento de irmão, separação dos pais, morte e doença de familiar;
  • Etapa de 7 a 9 meses de idade (medo do estranho)  etapa de 1 ano e 4 meses a 1 ano e 10 meses (crise de reaproximação com a mãe)

Estou disponível para acolher as dúvidas, histórias e experiências sobre o assunto!

Espero ter contribuído com este assunto que é tão importante aos pais e instituições.

Com amor,
Evelise ♡ Psicóloga


Bibliografia de Consulta: O dia a dia na Educação Infantil—editora Mediação

 

Atendimentos Online

A resolução do Conselho Federal de Psicologia de novembro de 2018 ( leia na íntegra aqui CFP nº 11/2018) visa principalmente conforme Art. 1º :

“Regulamentar a prestação de serviços psicológicos realizados por meio de tecnologias da informação e da comunicação.”

Com isso, informo que abri agenda para atendimentos online, a começarem a partir de dezembro, visto que meu cadastro foi aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia, possibilitando-me de realizar esta forma de atendimento.

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Estes atendimentos de darão de modo síncrono -via vídeo chamada (skype preferencialmente).

Penso que o serviço psicológico a ser prestado, de intervenção e orientação de caráter individual, terá principalmente como objetivo, como previsto no II princípio fundamental do código de ética do psicólogo, promover a saúde e a qualidade de vida.

Torna-se viável oferecer esta modalidade de atendimento, visto que atualmente houve uma crescente de cidadãos expatriados e que vivem fora de seu país, sejam eles que prestam ou que recebem atendimento, e que desejam seguir e/ou iniciar com o processo online. Segundo Pieta e Gomes (2014) referem que a partir de pesquisas, a relação terapêutica na modalidade online não difere significamente da modalidade tradicional e dizem mais, no que se refere aos resultados semelhantes de ambas as modalidades.

Assim, o atendimento de adolescentes e adultos torna-se viável nesta modalidade quando se pode pensar em um vínculo terapêutico e quando entende-se que esta relação é caracterizada pelo padrão de comunicação estabelecido entre paciente e terapeuta, principalmente no que tange a sentimentos, emoções e atitudes que emergem entre ambos.


O cadastro está aprovado AQUI. Ao digitar meu nome, consta no sistema que está aprovado, como no anexo abaixo:

cadastro epsi


Quaisquer dúvidas, me coloco a disposição.  Pode entrar em Contato.

Com amor,
Evelise Psicóloga

Planner 2019

Já está começando a se organizar para o novo ano?
Você já tem planos? 
Quais são as datas importantes, aquelas que ao pegar um calendário, corremos pegar uma caneta para anotar?

Agora, basta imprimir, pegar sua caneta e fazer isso!

Seu planer 2019 está aqui!

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Fiz ele com muito carinho e amor, então use, se quiser presentear alguém também. Só peço que por consideração, não tire meus créditos.

Com amor, 

Evelise Psiscóloga