O pote da calma

Recurso oriundo da pedagogia montessoriana, o pote da calma ou “calming jar” é oferecido à criança em momentos de irritação e/ou dificuldades de expressar-se emocionalmente, visto que enquanto os brilhos vão baixando a criança tende a acalmar, manter o foco e seu sistema nervoso centralizar. Assim, ajudaria as crianças a se tranquilizarem e ouvirem o que seus educadores (pais e/ou professores) têm a dizer.

20180909_205737

No meu caso utilizei com adolescentes e adultos para fazer algumas reflexões acerca dos problemas que temos na vida, que eu chamei na ocasião de “fase difícil” (veja na íntegra aqui nos Destaques Instagram > fases difíceis) afinal, quem já não teve aquelas fases que nos encontramos desesperados e sem encontrar uma saída no meio do turbilhão de sentimentos e acontecimentos?!

O que quis mostrar é que passa! Mesmo que no momento pareça impossível achar uma solução, ao passo que as coisas vão assentando, conseguimos refletir, organizar e ressignificar algumas coisas.

 

Para fazer o pote da calma, você pode usar a criatividade: use água morna para dissolver a cola glitter, pode colocar brocal, purpurina, estrelinhas ou lantejoulas em um pote de vidro ou garrafa plástica. Enfeitar se/como quiser.

 

Eu balanço o meu diariamente pra internalizar que com calma vejo tudo indo para o seu devido lugar 🙂 Tente com você! E tente com as crianças também!

 

Com amor,

[Evelise Magnus | Psicóloga]
#evelisepsicologa ♡

Sugestões de Leitura – Autodescoberta e Amor próprio

Hoje tenho sugestões de leituras para quem está no lindo e amplo processo de auto descoberta e amor próprio, partindo da máxima sartreana que diz: “o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que fazemos do que os outros fizeram de nós.”

img-20180518-wa0025.jpg

Beatriz Cardella diz que “o amor por si mesmo envolve aceitação incondicional do próprio ser, o que não significa a incapacidade de reconhecer-se limitado; ao contrário, é a capacidade de ver-se, ouvir-se, compreender-se e respeitar-se, e de ter atitudes amorosas também com as outras pessoas. Envolve também a confirmação de si próprio.”

1 O cavaleiro preso na armadura

É um conto de Robert Fischer que traz sabedoria de vida através de um cavaleiro que vive em busca do seu verdadeiro eu, falando através de uma fábula com todos que se prendem a tumultuada e agitada vida moderna, esquecendo e/ou deixando de lado seus verdadeiros desejos.

Pois, de fato, o cavaleiro era o riacho. Ele era a lua. Ele era o sol. Ele
podia ser todas essas coisas de uma vez agora, e muito mais, porque ele
era um com o universo.
Ele era amor.

Download: O cavaleiro preso na armadura

  • Outro conto nesse sentido é “A princesa que acreditava em contos de fadas” de Marcia Grad. Este é uma parábola que apela à distinção entre ilusão e realidade e nos conduz à desmistificação de alguns sonhos e receios provenientes da infância.
    Porém esse eu não tenho para disponibilizar via download.

 

2 Quando aprendi a me amar

Trechos desse livro estão povoando as redes sociais nos últimos tempos.  É um livro de Karen Vogel baseado  em modelos teóricos de autocompaixão, mindfulness e Terapia de Aceitação e Compromisso.

Leitura rápida, intensa e repleta de auto cuidado!

Foi a partir deste dia 

Que eu nunca mais me abandonaria.

Que eu nunca mais ficaria sozinha.

Eu tinha a mim.

E eu tinha a tudo.

Download: Quando Aprendi a Me Amar

Desejo boas reflexões, reconhecimentos, autocuidado, aceitação e transformações!

 

Ah! A terapia é um ótimo suporte para ajudar nesse processo de autoconhecimento! 😀

“Faz parte do trabalho do terapeuta restaurar no homem as feridas do desamor, resgatando nele a possibilidade amorosa. É o amor a serviço do resgate da amorosidade.” [Lilian Meyer Frazão]

 

Com amor,

[Evelise Magnus | Psicóloga]
#evelisepsicologa ♡

Você sabe a diferença de Psicoterapia e Coaching?

Com o aumento expressivo de profissionais, percebo que as identidades e propósitos do trabalho do coach e do psicólogo se misturaram e as pessoas confundem e pensam que tudo é a mesma coisa. Não é não, viu?

Olha só:

Psicoterapia:

Se você acredita que pode ter uma saúde melhor, e busca alguém que te acolha sem rótulos ou apontamentos para contribuir com seu fortalecimento e autossuporte, procure um psicólogo/uma psicóloga.

O psicoterapeuta, que é um profissional graduado em Psicologia, recebe com cuidado e atenção o cliente/paciente, como um ser integral, para que o mesmo possa conhecer e ampliar suas formas e modos de ser e agir.

Exemplos de demandas para psicoterapia:

  • Não está bem emocionalmente
  • Quer entender seu funcionamento e ter autoconhecimento
  • Lutos, perdas
  • Fracasso escolar/profissional
  • Está deprimido, sem ânimo
  • Dificuldades de relacionamentos

 

Coaching:

O processo de coaching atua no desenvolvimento de competências e aperfeiçoamento de desempenho do cliente, seja pessoal e/ou profissionalmente. Seu foco é em resultados, orientado para o objetivo específico do cliente. Possui um número estimado de sessões, tendo começo, meio e fim pré-estabelecidos. Para isso, elaboram-se estratégias que possibilitam ao cliente identificar seu cenário atual e para onde quer chegar, promovendo assim, novas perspectivas para tirá-lo de sua zona de conforto e oferecer condições para alcançar o que realmente deseja. É importante que o cliente esteja bem emocionalmente para passar por esta experiência, ou seja, sem problemas psicológicos/emocionais profundos que podem desestabilizá-lo e/ou impedi-lo de viver sua vida normalmente.

Exemplos de demandas para coaching:

  • Descobrir o que realmente gosta e deseja fazer.
  • Transição de carreira.
  • Melhorar desempenho e rendimento esportivo.
  • Desenvolver e/ou aperfeiçoar habilidades pessoais para comportar-se de maneira mais efetiva.
  • Perspectivas de um grande projeto para ter o próprio negócio.
  • Melhorar a capacidade de comunicação para delegar e/ou liderar equipes de trabalho.

 

COMO SABER SE PRECISA DE PSICOTERAPIA OU COACHING?

A psicoterapia é indicada para:

  • Quem quer crescimento pessoal e autoconhecimento
  • Quem deseja reconhecer suas possibilidades
  • Quem está em sofrimento (de ordem pessoa, familiar, profissional…)  e necessita de acolhimento e cuidado terapêutico.

Coaching é indicado:

  • Pessoas que desejam alcançar um objetivo específico, mas não sabem por onde começar.
  • Pessoas que estão insatisfeitas pessoal e/ou profissionalmente e buscam desenvolvimento.
  • Pessoas que precisam aprender a agir para conquistar resultados desejados.
  • Isso e muito mais! Tudo alinhado com valores e potencialidades de cada cliente, para que este comece a colocar em prática o que deseja a partir de novas perspectivas, por meio de ferramentas e abordagens personalizadas.

 

Agora que já sabem o que devem procurar em cada caso específico, desejo que cresçam, reconheçam-se e aproveitem as possibilidades!

 

Colaboração:
Eduarda Fonseca. Psicóloga em formação pelo Centro Universitário da Serra Gaúcha (2018). Coach de Desenvolvimento Pessoal e Profissional pela Academia do Psicólogo (2017). Tecnóloga em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Norte do Paraná (2011). Fundadora da Peça-Chave Coaching Psychology, ajudando a desenvolver pessoas empreendedoras, desde 2017. Atua com mentoria para psicólogos, consultoria e coaching para empreendedores. Realiza treinamentos, cursos, palestras, oficinas e workshops voltados ao empreendedorismo. Possui cursos relacionados ao empreendedorismo, criatividade e inovação, marketing e estratégias de mercado. Saiba mais em Facebook e/ou Instagram

Psicologia Positiva: uma nova perspectiva em psicologia

Eu buscava materiais que falassem de educação emocional para organizar e criar um planejamento pedagógico para coordenar uma escola de educação infantil. E tudo começou com este livro.

Ao ler, me encantei com a nova teoria em Psicologia, a qual eu já fazia muitas coisas, mas não sabia nomear. Além de me auxiliar na criação da proposta pedagógica, este livro me aguçou a curiosidade sobre a Psicologia Positiva, e então, foi o tema de pesquisa do meu Trabalho de Conclusão.

O objetivo do meu estudo foi explorar os conceitos fundamentais da Psicologia Positiva, a partir de uma revisão de literatura, onde pude conhecer a obra de Seligman (Florescer – 2011).

A Psicologia Positiva

A Psicologia Positiva enfatiza o bem-estar, a saúde e a felicidade do indivíduo. Esta perspectiva visa criar métodos de prevenção e ampliar o objetivo de estudo das ciências sociais e humanas, a partir do aprimoramento de técnicas de avaliação para a identificação e enfoque nos aspectos positivos e virtudes dos indivíduos.

Alguns destaques do meu trabalho:

  • Por muito tempo, a Psicologia teve como objeto principal o estudo dos aspectos “anormais”, com o foco em curar e reparar danos, negligenciando os aspectos saudáveis dos indivíduos.
  • Antes da Segunda Guerra, o papel da psicologia era tratar as doenças mentais, tornar a vida das pessoas satisfatórias e empenhar-se nos talentos superiores.
  • A primeira pessoa da história a falar sobre uma Psicologia Positiva foi Abraham Maslow, no ano de 1954. (Santos, 2004)
  • A Psicologia Positiva é apresentada como um movimento que visa favorecer a atenção nos aspectos saudáveis do indivíduo, oferecendo um ajuste no foco atual da Psicologia (Pacico & Bastiello, 2014), onde este sairia da reparação dos aspectos ruins para a construção de qualidades positivas e virtudes (Seligman e Csikszentmihalyi, 2001).
  • O objetivo é possibilitar uma mudança no foco da Psicologia, de modo que os aspectos saudáveis recebam atenção (Pacico & Bastianello, 2014) e não com o foco apenas na patologia, como nas abordagens tradicionais da Psicologia.
  • Até o ano de 2004, o objeto da Psicologia Positiva era a busca pela felicidade (Teoria da Felicidade Autêntica)
  • Atualmente, o termo utilizado é bem-estar, definindo a Psicologia Positiva como a ciência que estuda o bem-estar.
  • Seligman (2011) refere-se à Psicologia Positiva como aquilo que o indivíduo escolhe por si mesmo e completa especificando que o indivíduo escolhe o que o faz sentir-se bem assegurando a busca por potencializar como o indivíduo se sente de acordo com o modo que se escolhe a trajetória de vida.
  • A teoria do bem-estar tem como objetivo aumentar a quantidade de florescimento na vida indivíduo e no planeta. O florescimento seria a condição que possibilita o desenvolvimento pleno, saudável e positivo de todos os aspectos (psicológicos, sociais e biológicos) do ser humano (Paludo & Koller, 2007).
  • Para verificar se o indivíduo e sociedade como um todo estão florescendo, ou seja, estão ratificando o objetivo da Psicologia Positiva, é necessário que a capacidade de avaliar a emoção positiva, o engajamento, o sentido, a realização e os relacionamentos positivos aumentem e evoluam, questionando inicialmente o que realmente pode fazer o indivíduo feliz, e, assim, alcançando o objetivo do florescimento.
  • Desde seu início, a psicologia positiva vem sendo divulgada para além de pesquisadores, profissionais da psicologia e de diversas outras áreas que se interessam no estudo do bem-estar. No decorrer dos últimos anos, tem-se conhecimento de estudos baseados na Psicologia Positiva em abrangentes contextos. Este foco na saúde psicológica, mesmo com uma ascensão nos estudos desta teoria, torna-se um assunto a ser mais bem explorado, a fim de influenciar no progresso e avanço neste movimento.

 

No desenvolvimento do trabalho, me tornei membro da Associação Brasileira de Psicologia Positiva. Encontrei diversos materiais que me auxiliaram no processo e entendimento teórico/prático.

Quem tiver interesse em ler o artigo na íntegra, me chame! Terei o prazer de enviar 🙂

Floresça!

Evelise: a Psicóloga (e Professora)!

Acredito que num primeiro momento seja importante falar um pouco sobre mim, sobre carreira e caminhos trilhados.

Pois bem, sou fisicamente essa pessoa da foto e psiquicamente um ser em contínua evolução. No decorrer dos meus 28 anos acumulei muitas histórias, aprendizados, dados e co-dados!

AQUI tem o meu currículo, mas não é somente isso que gostaria de registrar aqui nesse primeiro momento. Quero falar sobre o caminho.

Desde o magistério trilhei um caminho de muita curiosidade e busca incessante por aprender mais e melhor, coisas novas, teorias novas. Enquanto professora sempre tive um modo de ser bem particular meu, que na maioria do tempo era criança com minhas crianças (e comandar as mais diversas travessuras, estripulias e aventuras) mas séria e firme quando era preciso.

Quando entrei na psicologia tive dificuldades de me encontrar em meio as formas de ver o ser humano e de fazer psicologia (trabalhar com RH e organizacional não era comigo…) Somente em 2015 (após 5 anos de graduação) que me encontrei e encontrei a abordagem que fez meus olhos brilharem e meu coração se acalmar: a Gestalt Terapia!

Acho que é bem importante, aliás um divisor de águas, mencionar que a maternidade transformou minha vida profissional (que até então era de professora formada há 7 anos e estudante do 8º semestre de Psicologia). Ser mãe me fez olhar a realidade familiar de outra forma, com muito mais amor, mais acolhimento e entendimento, além de me fazer muito mais crítica e vigilante em situações.

No magistério aprendemos a lidar com educação no que se refere ao ensinar. Me recordo que sempre fui além disso, fazendo cursos, participando de palestras, pois todo o aprendizado sempre era pouco e superficial ao meu ver. Construí a professora que eu gostaria de ter, errando e aprendendo. A psicologia na faculdade é superficial também, nos embasa teoricamente em um pouco de cada área e cada visão de ser humano. Quem me conhece um pouco mais, sabe que eu sou apaixonada por cursos, palestras, encontros de estudos. Acredito que seja isso, a prática e atualização constante, que façam profissionais e pessoas melhores.

Mas ser mãe… me fez e me faz diariamente pensar e repensar enquanto profissional. Ser mãe é uma das atribuições mais loucas e intensas. Louca pois é uma mistura de tudo que existe nesse mundo.

É alegria quando vejo uma descoberta ou uma palavra nova no vocabulário, uma vontade de beijar, abraçar e amassar 24hs por dia. É cansar e querer que a filha durma por que quero estudar ou fazer alguma coisa, mas quando dorme (principalmente no colo) dá vontade de ficar olhando, sentindo o cheirinho e até acordar por que fico com saudade. É ter saudade enquanto ela dorme, ou quando se fica 2 horas longe. É surtar quando faz algo errado e logo depois já consertar a situação e conversar. É se policiar pra tentar fazer o mais tranquilo possível em todas as situações. É rir antes de ir levantar daquele tombo engraçado. É uma culpa sem fim, é um amor sem igual. (Quando eu me tornei mãe consegui realmente entender como minha mãe me amava)

São tantos aprendizados, expectativas, tantas descobertas, tanto cuidado, tanto carinho, tanto amor. É um contato de pele, de olho no olho, de sentir o cheiro sem igual, de todos os sentidos (até o 6º…7º…). Que não é fácil todo mundo sabe. Criar uma pessoa é uma responsabilidade que chega arrepiar se a gente para pra pensar. Mas se recebemos essa missão, acredito que seja por que tenhamos meios para conseguir obter o êxito, sendo suficientemente boa, como diria Freud.

São tantas teorias, psicologias, pedagogias que acabamos por entrar em paranoias e cobranças sem fim. Ah, as culpas… Ah os “Será que não vou traumatizar?” … “Será que…”

Mas sabem, isso tudo me faz perceber que as teorias são válidas (e algumas, ao meu ver, não), que as teorias de desenvolvimento variam muito, que educar é um processo difícil e que é dever dos pais e em casa primeiramente, mas acima de tudo: a única expectativa das crianças é serem amadas e cuidadas! E que adultos tem uma criança (alegre ou ferida) dentro de si que também precisa ser vista e cuidada.

E com tudo isso, entendo que a Psicologia e a Educação tem muito trabalho pela frente, com inúmeras possibilidades de prática, aprendizados e atualizações!

E eu? Ainda tenho muito a aprender, viver e transformar!