A filha da psicóloga vai para a escola

“Parece que o jogo virou, não é mesmo?!” …já diria uma frase que usam muito por aí.

Pois bem, aconteceu. Depois de 10 anos adaptando crianças enquanto professora e acolhendo pais nas escolas enquanto coordenadora, agora eu sou a mãe que levou a filha pela primeira vez na escola para sua adaptação. E Estou aqui para dividir minha experiência desta vez como mãe, além de deixar algumas dicas


Tudo começou em dezembro no ano passado quando fomos conhecer a escola (depois de revirar o site e ler tudo o que havia disponível). Optamos por colocar ela após as festas de final de ano e após viagem.

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A filha da Psicóloga

Após matrícula, a famosa “adaptação” chegou! Fazia uma semana que ela sabia que ao retornar para casa pós viagem, iríamos para a escola. Ela estava bem animada para “ir brincar com os amigos”

Como moramos longe dos familiares e amigos aqui em Portugal, pedi aos dindos, dindas, avós e tios que gravassem um áudio/vídeo para encorajar e tornar esse momento tranquilo e feliz, afinal, o primeiro dia na escola é muito importante (mesmo que na adaptação seja pouco tempo nos primeiros dias).

No primeiro dia, entrou tímida, depois brincou e por fim choramingou um pouco perto da hora de buscar. No segundo dia chorou um pouco para ficar, mas depois ficou bem e mais tempo. No terceiro já foi sem chorar, ficou bem e no quarto dia, deu tchau na porta e entrou para brincar. E assim finalizamos a primeira semana.

A adaptação não encerra aqui e torna-se importante ter consciência de que podem haver altos e baixos, como toda adaptação.


Adaptação

  • A adaptação é um processo difícil para crianças, pais e educadores, pois exige transformações e reorganizações de todas as partes.
  • A forma como esse processo é visto e vivenciado pelas pessoas envolvidas, influencia e é influenciada pelas reações da criança. Assim, quanto maior for a tranquilidade de ambas as partes, mais tranquilo e eficaz será o processo.
  • Tenha expectativas positivas em relação ao seu filho (a). Você precisa acreditar que vocês serão capazes de passar por esta adaptação (sim, por que a adaptação é para todos)
  • Tenha confiança na instituição que escolher e transmita segurança ao deixa-lo, ressaltando que você retornará em breve e que a escola é o melhor lugar para ela neste momento. Converse com a criança, explicando como tudo irá funcionar e frisando bem que alguém sempre irá buscá-la (esta era uma das maiores inseguranças da Isa e é da maioria das crianças: se os pais irão buscá-las). É importante nesta fase dizer para as crianças que sim, você ou tal pessoa irão buscá-la. Isso ajuda a tranquilizar a criança para este momento.
  • Ao voltar da escola, pergunte como foi o dia de escola, sem direcionamentos (não pedir “Foi bom?” ou “Foi ruim?”), mas sim, através de diálogo mesmo questionando o que fez, como se sentiu, o que achou das brincadeiras, etc.
  • Se despeça sempre ao sair!
  • O tempo de adaptação varia de caso para caso, e é influenciado por diversos fatores. Até depois de adaptada, a criança que se ausenta por um longo período, dependendo de fatores internos e externos, podem levar o processo a recomeçar.
  • De modo geral, quando a criança apresenta: melhor desenvolvimento, no que diz respeito a interação com crianças e profes, torna-se mais ativa, afetiva e menos agressiva, mostra-se feliz ao ver familiares na saída e vai espontaneamente com eles, ela está adaptada a instituição.

Fatores que influenciam

De modo geral,  a adaptação é um somatório de fatores que caracterizam cada caso..

  • Fatores da Criança:  experiência de convívio social | Idade | Temperamento | Estado de Saúde | Período de Amamentação
  • Fatores Familiares:  Ansiedade/Tranquilidade dos pais |Ambiente familiar—suas relações e acontecimentos
  • Fatores da Instituição: Organização do período de adaptação |  Atitudes dos educadores | Ambiente geral da instituição | Ambiente da sala da adaptação.

Fatores que dificultam e influenciam nos retrocessos

  • Faltas frequentes e/ou irregularidades nos horários de entrada , doença, após férias e finais de semana;
  • Nascimento de irmão, separação dos pais, morte e doença de familiar;
  • Etapa de 7 a 9 meses de idade (medo do estranho)  etapa de 1 ano e 4 meses a 1 ano e 10 meses (crise de reaproximação com a mãe)

Estou disponível para acolher as dúvidas, histórias e experiências sobre o assunto!

Espero ter contribuído com este assunto que é tão importante aos pais e instituições.

Com amor,
Evelise ♡ Psicóloga


Bibliografia de Consulta: O dia a dia na Educação Infantil—editora Mediação

 

Autor: Evelise Magnus

Com amor, compartilho ideias, saberes, aprendizados e transformações ♡

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